É giro, está bem feito, tem poucos defeitos, mas não por aí além nada de especial.
Tem uma estrutura desconexa e só à medida que o filme progride é que nos aprecebemos das motivações e segredos da personagem principal. Nada de novo aqui
Essa, Ben Thomas (Will Smith) é um agente do IRS que sai do seu caminho para testar e ajudar estranhos, aparentemente por nenhuma causa explícita.
Obviamente que há uma explicação lógica para isto tudo, mas não vou estragar o filme.
O ponto forte do filme são as interpretações: Will Smith dá uma interpretação muito forte, muito intensa, capaz de mostrar muitas nuances.
Rosario Dawson é a outra estrela do filme, e está tão bem como sempre.
De notar ainda aparições de Barry Pepper e Woody Harrelson.
É giro, vale a pena ver, mas não fiquem à espera de nada transcendente.
Depois de uma semana a estudar que nem um doido, depois de um exame surreal e depois de mais uma tarde a estudar com menos de 4 horas de sono em cima, fui ver o Hancock ao cinema.
E compreendi a história!
O que diz muito acerca da história.
O que eu vos posso dizer a vocês a cerca da história... é toda a história! Porque mesmo no filme toda a história se resume a para aí 5 minutos de diálogo.
Hancock, o herói titular, é um vagabundo que é odiado pela sua cidade e quando encontra um agente de relações públicas, consegue restaurar a sua imagem e tornar-se muito popular. Pelo meio destrói muitas coisas, descobre o seu passado, salva mais umas quantas pessoas, e está feito um filme!
Oh, é claro que há uns twists, mas são simultâneamente curiosos o suficiente para eu não vos revelar, e desinteressantes o suficiente para que, se não fossem curiosos, não valer a pena revelá-los!
É, no entanto, interessante fazer notar que este deve ser o primeiro herói negro da história do cinema a ter um papel principal sem outros heróis pelo meio.
Também é interessante ver que as personagems (muito secundárias) que no filme surgem como antagonistas (uma mulher na televisão e um bandido vingativo) são mostrados como sendo hill-billies sulistas, muito louros e muito desagradáveis. Tirem daqui as vossas próprias conclusões.
Will Smith está muito bem no seu papel (tão bem quanto podia estar, na realidade) e a Charlize Theron deve ter querido comprar um avião a jacto, por isso aceitou entrar neste filme. O principal actor secundário é tão insignificante e pouco impressionante que nem me vou dar ao trabalho de ir pesquisar o nome dele.
O filme até consegue ter algumas ideias engraçadas. Toda a coisa do super-herói numa crise existencial, o público a rejeitar os super-heróis... Seria giro e original se já não tivesse sido feito (com uma mestria incomparável) há mais de 10 anos pela banda desenhada Watchmen, do Alan Moore. Até achei a ideia da origem do Hancock, que não vou revelar, algo intrigante, com ponta por onde pegar, mas a verdade é que essa ponta não é explorada. Nem nenhuma outra ponta ou ideia do filme. Tem só as ideias suficientes para poder dizer que tem uma história, e depois há explosões.
É um filme de pipocas, e pouco mais. Recomendado para quando se tem o cérebro frito pelo estudo e a capacidade de compreensão está diminuída.