quarta-feira, julho 2

Pathfinder

Este filme é tão mau, mas tão mau, mas tão MAU!!!

Meu deus este filme é mau.

E não é mau ao ponto em que volta a ser bom! Não, é mesmo só mauzinho.

Cai em todos os clichés, contradiz-se, é repetitivo (tem várias batalhas finais) e ao fim de uma hora torna-se totalmente previsível e aborrecido.

O filme é sobre as primeiras incursões que os Vikings fizeram na América do Norte, e sobre um rapaz viking que é acolhido por uma tribo índia e depois luta contra os vikings. E pronto, é só isto o filme.

Como pontos positivos podemos dizer que tem uma excelente fotografia, que tem o Clancy Brown e que tem vikings à espadeirada!
(não há filmes suficientes com vikings à espadeirada...)

Não vos vou maçar com uma crítica de um filme que não vale a pena ser visto, vou só dar-vos um resumo dos meus pormenores preferidos.

- a personagem principal aparece, no início do filme, em criança com olhos azuis e cabelos louros. "15 anos depois" tem cabelo preto e olhos escuros.

- a personagem que é o rival da personagem principal, e que cai no estereótipo de querer a mesma rapariga, estar a lutar pelo mesmo lugar na hierarquia, a determinada altura no meio do filme, e sem nenhuma razão aparente, resigna-se pacificamente a morrer e a deixar a rapariga para a personagem principal.

- a determinada altura há uma luta com um urso na qual se vê a mesma imagem do urso a rugir várias vezes, e uma pata de urso de borracha.

- há uma cena verdadeiramente original, na qual a personagem principal monta uma armadilha para os vilões, mas são os seus próprios amigos que caem nela.

- há uma cena verdadeiramente deliciosa que é uma mistura da cena em que Obi-Wan Kenobi fala ao Luke Skywalker enquanto este voa na Estrela da Morte e a cena em que o Connor Macleod corta algas no fundo do lago, todo feliz porque não pode morrer.
De qualquer modo, a personagem principal levou uma pancada na cabeça, está no fundo do lago a afogar-se e o shaman da tribo, que já tinha morrido numas cenas anteriores, aparece e há o seguinte diálogo:

Personagem Principal: Grande shaman, o que é que eu devo fazer?
Shaman: Conseguiste ganhar a confiança dos teus inimigos, isso é bom!
Personagem Principal: Mas eu estou a morrer.
Shaman: E vens-te queixar disso a mim?

E dá-lhe um murro na tromba!

Não estou a gozar! O shaman, depois deste diálogo profundíssimo passado debaixo de água, dá um murro no nariz da personagem principal.
Ri-me alto.

- No fim, depois da avalanche que mata todos os vilões e, aparentemente, a personagem principal também, está a aldeia toda muito triste porque ele morreu, e o que é que acontece? Aparece ele no meio das pessoas, meio esgroviado mas bem, sem nenhum tipo de justificação dele, nem do argumento sobre como é que conseguiria ter sobrevivido! É tão bonita a magia do cinema!

A sério.... não percam tempo com esta treta.
O melhor que posso dizer deste filme é: ainda bem que não gastei dinheiro para ver isto no cinema!!!

Se não quiserem ver o filme (e se não quiserem é porque são espertos) vejam antes este vídeo que vos mostra tudo o que há de bom no filme!

Etiquetas: , , , ,

domingo, junho 29

The Last of The Mohicans

The Last of the Mohicans (1992) conta a história de Nathaniel Poe (Daniel Day-Lewis), um branco que foi criado por um caçador índio, durante a guerra Anglo-Francesa pelo território Americano.

Nathaniel e o seu irmão e pai índios intervêem quando uma brigada de soldados ingleses é atacada por um grupo de índios Huron. A brigada inglesa estava a escoltar Cora (Madeleine Stowe) e Alice Munro (Jhody May) ao Forte comandado pelo seu pai.

Durante o cerco feito ao Forte pelos franceses, Nathaniel e Cora apaixonam-se, e têm de lutar para se manterem juntos e vivos enquanto fogem dos franceses, dos ingleses e dos índios Huron.

(whew, isto de escrever sinopses é mais difícil do que eu pensava)

Michael Mann (Ali (2001) e Miami Vice (2006)) realiza em 1992 The Last of the Mohicans, e fá-lo muito bem.

O Último dos Moicanos é, estilisticamente, um cruzamento entre o Dances With Wolves (1990) e o Braveheart (1995), conseguindo simultaneamente dar-nos cenas de imensa beleza e atenção ao pormenor e cenas de espadeirada e sangue e tripas.
Os cenários são lindíssimos e as cenas de batalha são grandiosas e extremamente bem orquestradas (sobretudo numa altura em que ainda não se fazia tudo do conforto de um computador com programas como o Massive).

O filme também consegue equilibrar muito bem o enredo político das manigâncias francesas e inglesas para tomar conta do território com o choque cultural entre índios e europeus, e ainda dar atenção ao par romântico do filme (que acaba por ser bastante credível).

As interpretações de Madeleine Stowe e Daniel Day-Lewis são sólidas e intensas. Apesar disso, Daniel Day-Lewis não está no seu melhor (afirmação que tem de ser interpretada levando em conta o seu melhor).

Por fim, a música do filme é lindíssima e assenta-lhe que nem uma luva. Contribui para tornar o filme mais forte e torna a cena final duplamente intensa.

Em suma: Um bom filme para quem aprecia o género. Nada de imperdível, mas vale definitivamente a pena ser visto.

Etiquetas: , , , ,