Bering(j?)ela 'n' Alecrim

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E eis que Abril virou a página na hor'agá, nas ancas de uma mulher de café com leite.
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Como uma metralhadora, Riquelme deve imaginar a bola a ser defendida por Lehman. Como se pusesse em modo rewind e voltasse a carregar no play muitas vezes de seguida.
«Acendo mais um cigarro / Invento mil ideais / Só que amanhã, sabes bem... / É sempre longe demais.» *
"Na primeira parte jogámos a subir, de onde é muito maior o mérito no resultado de 3-1. Tudo se apresentava cor-de-rosa para a segunda metade. E foi: foi uma banhada de quinze ou dezasseis (perdi a conta, o caderninho de capa cinzenta não regista), com os de Montarroio, espumejantes, possesos de raiva seca, tão possessos que de uma feita o pretensamente temível Quilhau, afinal pêra-doce que eu já esperava, quis pregar-me uma rasteira e deu com a pata no meio de dois companheiros, forçando-os a ganir uns bons cinco minutos.
Frida, solene Frida.
«[...]
Desculpem a extensão do post, mas esta viagem tem demasiadas coisas para serem ditas. Se se fartarem e não lerem tudo, é merecido.
«De resto, a admiração que sinto pela U.R.S.S., por esse mundo imenso onde a justiça social se realizou, com todas as imperfeições inerentes à espécie humana e onde foi revogado enfim o culto da personalidade, onde a liberdade do indivíduo - assim o julgo - terá de afirmar-se cada vez mais, essa minha admiração não tem o cunho das cegas adorações. Suponho que sei divisar o carácter episódico, na perspectiva histórica, dos erros ou mesmo dos crimes que esta construção custou e o que deles talvez ainda remanesça. Mas vejo no mundo capitalista os direitos da maioria ofendidos e recalcados por aqueles que usam os outros homens como servos ou como utensílios. E comparo. E depois, penso sobretudo que nunca se copia uma experiência do passado. Que a transformação do mundo, na sua irreversível viragem para o socialismo, envolve bem diversas mutações e dá nascença a formas novas e fascinantes de vida em comum. Considere-se que onde mais forte for a ânsia de liberdade, assente em tradições culturais que a favoreçam. mais próxima da totalidade será a libertação dos homens.»
FORÇA BENFICA! (e as palmas batem a compasso.)
«Ao mesmo tempo em que as ruas e os boulevards se enchem de novo, cinco anos depois, e escorrem o caudal alegre da juventude liceal. Manobras de primavera de uma idade deprezada, marginal, votada ao ostracismo. Que canta nas ruas e brinca às escondidas com os zeladores do aparelho de escoamento impecável, e imperturbável, do tráfego rodoviário. Aparelho do automóvel-rei, rei-momo... Paris-primaver. Paris-garotas. Paris-de-braço-dado. Flor nos cabelos e malmequer na boca. Paris-soleil, mon chou. Paris-fêtê. Et qu'on s'embrasse tous! Et qu'on s'aime! 'tenton les mecs! Vlá les flics!...
A principal razão pela qual ainda não foi postado nada de jeito neste blog é porque ainda ninguém apresentou um "bom" texto que tenha a "aprovação de todos"...